| grande sertão: variações
Uma viagem pelo repertório para violão do século
XX em diálogo com a poética de Guimarães
Rosa
Alexandre Moschella, violão e narração
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APRESENTAÇÃO
"O espetáculo musical grande sertão: variações é uma inovadora homenagem a João Guimarães Rosa a ser apresentada em 2008, ano que marca o centenário do escritor, nascido em 27 de junho de 1908.
O formato é inédito: um recital de violão inspirado no romance Grande Sertão: Veredas, obra-prima de Guimarães Rosa que se tornou um paradigma da literatura moderna brasileira e universal. O livro, no qual o ex-jagunço Riobaldo conta suas aventuras guerreiras e espirituais, é um universo inesgotável de atmosferas e sensações - não só narradas, mas também cantadas em sua prosa experimentalista e sonora.
Em grande sertão: variações, exploro a alquimia entre essa musicalidade literária e peças escritas para violão por compositores contemporâneos de Guimarães Rosa, como Heitor Villa-Lobos. Partindo de minha experiência pessoal de leitura e escuta, proponho associações entre as obras musicais e trechos do romance. Cada peça musical é introduzida pela recitação de um breve texto extraído do livro.
A intenção é ir além da música de raiz normalmente associada à obra de Guimarães Rosa e de outros escritores modernos, fazendo jus à rica estética literária com a apresentação de um repertório musical que renda igual homenagem ao popular e ao erudito.
Considerando a envergadura da obra de Guimarães Rosa e da produção musical da época, as possibilidades de associação são ilimitadas. Afinal, assim como Riobaldo diz do sertão, o som está em toda a parte."
Alexandre Moschella
PROGRAMA
Heitor Villa-Lobos (1887-1959)
Valsa-Choro
Convite à viagem pelo sertão. Convite ao sonho.
Heitor Villa-Lobos
5 Prelúdios
Prelúdio n. 1 - "O sertão está em toda a parte."
Prelúdio n. 2 - O singelo encontro com uma prostituta... que tem todos os dentes.
Prelúdio n. 3 - "Saudades, dessas que respondem ao vento; saudade dos Gerais."
Prelúdio n. 4 - Cruzando a terra árida.
Prelúdio n. 5 - O amor, o medo, a coragem. Estamos perto do que é nosso, mas não sabemos.
Marlos Nobre (1939)
Momentos I
Rastejando no mato, preparando a emboscada.
César Guerra-Peixe (1914-1993)
Prelúdio n. 4
Prelúdio n. 5
"O diabo não há! (...) Existe é homem humano. Travessia."
Leo Brouwer (Cuba, 1939)
La Espiral Eterna
"Tudo o que já foi, é o começo do que vai vir."
Leo Brouwer
Elogio de la Danza
"O diabo na rua, no meio do redemunho..."
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